Angra dos Reis: as maravilhas da Baía da Ilha Grande.

Conheça as maravilhas de Angra dos Reis e da Baía da Ilha Grande com suas praias de águas cristalinas e vegetação nativa de Mata Atlântica.
Fernando Cravos

O que fazer na Baía da Ilha Grande em Angra dos Reis

Centenas de Ilhas para você conhecer na Baía da Ilha Grande

Entre ilhas e lajes, contam-se mais de 360 na Baía da Ilha Grande, em Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro. Embora lindas, nem todas, claro, têm fácil acesso para ancoragem, mas essas, ainda assim, fazem a diversão dos mergulhadores e dos amantes da pesca submarina. Para estes recomendamos observar as áreas de preservação ambiental, onde a prática é proibida. Praias grandes e pequenas, desertas, de água clara e esverdeada pelo reflexo da mata atlântica, que chega bem perto do mar em toda a região, não por acaso, chamada de Costa Verde. Um local único para o turismo, a prática da vela, mergulhos, passeios de barco a motor, e diversos pontos para banho de mar e lazer. Fica a 400 km da cidade de São Paulo, e a 150 Km do Rio de Janeiro. Nosso local preferido é o Condomínio Porto Frade, pela excelente estrutura náutica e pelos hotéis e restaurantes. O Frade fica a cerca de 360 Km de São Paulo e a 180 Km do Rio, pois fica, a 30 km da cidade de Angra. É o nosso ponto mais amado no Brasil, para o qual viajamos com muita frequência e para onde gostamos de levar familiares e amigos. Vamos mostrar um pouco desse paraíso a vocês. Venha conosco conhecer Angra dos Reis e a Baía da Ilha Grande.

Enseada de Jurubaíba - Praia do Dentista 2
Enseada de Jurubaíba – Praia do Dentista – ilha da Gipoia – Angra dos Reis

Como chegar a Angra dos Reis

Para quem vai de avião, de locais que não sejam Rio e São Paulo, o melhor ponto para desembarque é o Aeroporto do Galeão, no Rio. De lá você pode alugar um carro, e viajar por 180 km se for ficar no Porto Frade ou 150 Km se for para Angra dos Reis.

Velejando em Angra dos Reis
Navegando em Angra dos Reis Baía da Ilha Grande

O trajeto de ônibus é um pouco mais complicado, mas dá para fazer. Há a linha 2018 que vai até a rodoviária Novo Rio, de onde se pode pegar um ônibus, confortável, com ar condicionado e seguir para Angra, se for este o seu destino, ou pegar um para Paraty e descer no Condomínio Porto Frade. É só dizer ao motorista que ele sabe exatamente o ponto de parada. Se preferir, e couber no bolso, pode fretar um helicóptero ou um pequeno avião, jato ou turboélice, e pousar no aeroporto da cidade. De barco próprio ou alugado, você pode sair da aeronave e ir direto para a embarcação que pode atracar para embarque e desembarque no píer do aeroporto. Se optar por helicóptero existem helipontos no Porto Frade. Contate a administração do condomínio pelo telefone: (024) 3369-2326. Para fretamento ou compartilhamento de voos, consulte a Flapper.

Quando ir a Angra dos Reis

Quanto às melhores épocas do ano para ir, isso vai depender de como você prefere conhecer locais desse tipo. Para os que gostam de mais movimento, os feriadões, especialmente réveillon, carnaval e semana santa, são as melhores opções. A cidade ferve e o mar fica lotado de barcos, o que traz até um certo desconforto para as embarcações menores que precisam, a todo instante, enfrentar as marolas dos barcos grandes, de 45 a até mais de 100 pés, navegando a velocidades altas. Durante o verão a temperatura da água aumenta, chegando, às vezes aos 29 graus. Nesse período o calor é forte, mas chove muito também. Já os períodos de baixa temporada no outono e inverno são excelentes para quem prefere um local mais sossegado. As praias ficam desertas nos dias de semana. A água já não estará quase morna como no verão, mas naquela região, dentro da baía, nunca fica gelada. Os dias são claros e as chuvas escassas diminuem os resíduos trazidos pelos rios que desembocam no mar, tornando a água ainda mais cristalina. Os restaurantes não ficam cheios e o atendimento e a qualidade melhoram muito. Nós preferimos essas épocas.

O que conhecer na Baía da Ilha Grande

Ilha da Gipoia

Ilha Grande

Outras Ilhas

Ilha da Gipoia

> Onde comer na Ilha da Gipoia

É a segunda maior ilha da Baía da Ilha Grande. Oferece uma grande variedade de atrações, belas praias com águas tranquilas para fundeio e pernoite de embarcações, bons restaurantes, e o mais famoso point de Angra dos Reis, a Praia do Dentista, na Enseada de Jurubaíba. A seguir um mapinha para melhor visualização, e as mais importantes praias da ilha.

A Praia do Dentista

Localizada na enseada de Jurubaíba, na Ilha da Gipoia, a Praia do Dentista é o ponto mais frequentado em Angra dos Reis. O local fica lotado de embarcações nos finais de semana e feriadões e, às vezes, fica difícil, e até impossível, achar um lugar para ancorar. É preciso se programar para chegar cedo, antes das 11 h, nessas épocas, principalmente nos períodos próximos a réveillon, carnaval e semana santa. Na baixa temporada, especialmente fora dos finais de semana, é possível apreciar a beleza do lugar sossegadamente, chegando sem maiores riscos à praia, que é uma das mais belas do Brasil.

Enseada de Jurubaíba - Praia do Dentista
Enseada de Jurubaíba – Praia do Dentista – foto: Fernando Cravos

A faixa de areia é branca e estreita, entre o mar e a mata atlântica. As águas são calmas como em toda a baía. Fique atento às normas de fundeio nas proximidades da costa. A distância mínima para embarcações com banheiro é de 200 metros da praia, mas nem sempre essa determinação é observada, o que pode gerar multas aplicadas pela Capitania dos Portos.

Grupos de amigos e familiares atracam seus barcos lado a lado formando uma unidade onde pulam de uma embarcação para outra fazendo a festa com mergulhos, bebidas, churrascos e música, às vezes em volume alto, o que incomoda àqueles que buscam o local para badalação, mas querem manter alguma privacidade e ouvir suas músicas sem serem perturbados pela música dos outros. Vale lembrar, entretanto, que a Praia do Dentista, quando lotada, não é exatamente o lugar mais recomendado para quem quer sossego e privacidade.

Atenção especial deve ser dada às chegadas e saídas de embarcações nas imediações da praia ou do seu barco, para evitar acidentes. Todo o cuidado é pouco, também, com os jet skis, que costumam navegar a velocidades incompatíveis com o local e sem observar a devida distância de segurança das outras embarcações. Aliás, essa questão dos jet skis é interessante, porque, para alguns, é difícil entender as razões que levam os amantes das motos aquáticas a preferir um local como esse, lotado e que oferece probabilidade de colisões graves. Portanto, recomendamos muito cuidado.

Praia de Amendoeiras

Praia de Amendoeiras - Ilha da Gipoia - Angra dos Reis  3

Para começar a escrever sobre essa praia, situada na parte sul da Ilha da Gipoia, vamos esclarecer que este não é o nome pelo qual todos a conhecem. Há referências ao local como Praia Grande, Praia do Sururu (pela proximidade da Ponta do Sururu), Praia Brava e Praia de Amendoeiras. Preferimos chamar assim, pois me parece o mais usado. Pela sua posição geográfica recebe um pouquinho de mar aberto, pois está quase que virada para o sul, na projeção de uma linha entre a Ponta dos Meros e a Ponta da Juatinga,  ficando, por isso, um pouco desabrigada, daí alguns a chamarem de Praia Brava.

Praia de Amendoeiras – Ilha da Gipoia – Angra dos Reis

É ótima para a prática do surf em dias de swell de sul (ondulações de formato e frequência favoráveis ao esporte). São 430 metros de areia branca e vegetação densa e quase intocada. Para mim é a praia mais linda de toda a Baía da Ilha Grande, embora eu saiba que muitos vão discordar, citando Lopes Mendes, Parnaioca, Dentista e Praia do Sul e do Leste, sendo que para esta última não vale a comparação, não pela beleza, claro, mas pela impossibilidade de visitar e permanecer, porque faz parte da RBEPS – Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul, cujo acesso é absolutamente proibido, por terra e por mar.

Praia de Amendoeiras – Ilha da Gipoia – Angra dos Reis

A Praia de Amendoeiras não faz parte dos roteiros de passeios convencionais, mas você pode alugar um barco, somente para sua família e seu grupo de amigos e combinar o  trajeto. Vale ressaltar que nem sempre as condições de mar permitem a ancoragem, desembarque e permanência. Para os marinheiros de primeiras viagens, ficar muito tempo a bordo, curtindo o belo visual e uma boa bebidinha, pode não ser uma boa experiência, pois, mesmo com o mar tranquilo, o balanço provocado pelas ondas, próximo à rebentação, e pelas marolas dos barcos grandes que passam a velocidades altas indo e vindo da Praia do Dentista, podem causar algum desconforto e enjoos. Exatamente por ser menos abrigada dos ventos e ondulações de sul, não é uma boa opção para fundeio e pernoite de veleiros.

Angra dos Reis: onde se hospedar nas proximidades da cidade e da Ilha da Gipoia



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Veja > Casas para alugar no Porto Frade em Angra dos Reis

Opções de Restaurantes na Ilha da Gipoia:

Jango´s Bar:

Funcionando há anos na Praia do Dentista, em um barco, O Jango’s Bar também faz parte da história da gastronomia da Baía da Ilha Grande. Fundado pelo Jango e operado por ele e sua família, é um point referência para quem vai à Praia do Dentista. Pratos variados mantidos em padrão de qualidade pela Denise, filha do Jango, que toca o empreendimento após a morte do Jango e da Dona Carlinda. Você para seu barco em qualquer parte da praia e pode fazer seu pedido por rádio ou por telefone. Tenho belas lembranças do Jango e de sua família. Passei muitas tardes com meu barco atracado ao dele no qual entrava para comer, beber e conversar. De vez em quando eu pedia à Dona Carlinda, sempre com, no mínimo, dois dias de antecedência, algo diferente, e ela preparava uma carne seca com abóbora, um camarão com chuchu, um feijãozinho e outras delícias fora do cardápio. Se você é do tipo que gosta saborear o que há de melhor na culinária local e gosta de experimentar e presenciar um pouco da história dos locais que visita, não deixe de conhecer o Jango’s Bar, na Praia do Dentista.

Canto das Canoas

Bar do Luiz Rosa

Veja > Os melhores passeios de barco em Angra dos Reis

Praia de Amendoeiras - Ilha da Gipoia - Angra dos Reis
Praia de Amendoeiras – Ilha da Gipoia – Angra dos Reis – Foto: Fernando Cravos

Praia de Fora (ou Amendoeiras II)

Fica na Ilha da Gipoia também, logo depois da Praia de Amendoeiras, na direção leste. Tem 250 metros de extensão. Quase tudo o que se diz sobre Amendoeiras, no que se refere à beleza, se aplica à Praia de Fora, exceto quanto à adequação à prática do surf, pois o relevo é mais inclinado e a profundidade é maior, o que impede a formação de ondas de cumprimento e formato apropriados. Apesar da beleza do local, poucos barcos são vistos por lá, por causa da maior profundidade e da dificuldade de aproximação com o mar mais mexido. Nós preferimos chamar a Praia de Fora de Amendoeiras II pela proximidade da outra. Aproveite para conhecê-la, mesmo que em uma parada rapidinha, no trajeto entre Amendoeiras e Dentista. Vale a pena. , Na rota, fique atento à Laje do Dramin.

Praia da Tartaruga

Já é difícil achá-la nos mapas e cartas náuticas, e com esse nome então, simplesmente impossível. É assim que decidi chamar essa minúscula praia, na Ilha da Gipoia, entre a Praia de Fora e a do Dentista.

Um lugar maravilhoso que poucos conhecem ou se dispõem a chegar perto, mesmo tendo avistado de longe. O que afasta os barcos dali são as pedras que existem em abundância no fundo, nas proximidades da areia. É preciso fazer uma aproximação cuidadosa, e não tentar chegar muito perto. Batizei-a assim por uma curiosa razão. Na primeira vez em que estive no local avistei uma tartaruga imensa na superfície, e, empolgado, dei o alerta: olha a tartaruga! O nosso supersticioso marinheiro imediatamente me repreendeu: Ah, Seu Fernando, não pode falar “tartaruga”, porque, assim, ela mergulha e não aparece mais. Daí em diante passei a chamar aquele encantador pedacinho de areia, mar e mata atlântica de Praia da Tartaruga.

E querem saber sobre a lenda de chamar ou não chamar o bicho pelo nome? A resposta é: ela só não volta à superfície se tiver fortes razões pessoais para isso, ou se o seu “TARTARUUUUGAAA” for suficientemente espalhafatoso para assustá-la e afastá-la do local. Fora essas duas hipóteses, ela, muito provavelmente, vai reaparecer para você. Fotos: Fernando Cravos.

Laje do Dramin

A laje do Dramin é um elevado rochoso submerso e sinalizado, a cerca de 250 metros da Ilha da Gipoia, a sudoeste da Ponta Jurubá. A súbita diminuição da profundidade e o relevo plano e alongado da formação rochosa, propiciam ondas excelentes para a prática do bodyboard, o que faz do local um ponto procurado pelos amantes do esporte. Ali ocorrem, eventualmente, competições, como a Copa Rio de Bodyboard (veja o vídeo abaixo do TheVigia). Passando por lá, indo da Praia da Tartaruga em direção à Praia de Amendoeiras, fizemos o registro de algumas ondas que quebravam sobre a laje, o que não acontece com muita frequência. Era um dia de mar calmo e pouco vento, mas com uma ondulação de sul suficiente para formar estas ondas. Imaginem como isso deve ficar em dias de ressaca brava com o mar entrando forte de sul. Ao passar por lá olho no GPS e na sinalização. Não é comum, mas, em algumas ocasiões após ressaca forte, a sinalização se desloca e é impossível, para quem não conhece o local, perceber a localização da laje, o que representa grande perigo para os navegantes.

Ondas quebrando na Laje do Dramin – Ilha da Gipoia – Angra dos Reis – Foto: Fernando Cravos
Ondas quebrando na Laje do Dramin – Ilha da Gipoia – Angra dos Reis – Foto: Fernando Cravos

Praia do Vitorino – Canto das Canoas

Canto das Canoas - Ilha da Gipoia - Angra dos Reis

Situado na Praia do Vitorino na Ilha da Gipoia, o restaurante Canto das Canoas, que nasceu das instalações de uma antiga fábrica de processamento de sardinhas para enlatados, é uma referência gastronômica na Baia da Ilha Grande e em Angra dos Reis. Com um cardápio variado em petiscos, frutos do mar, moquecas e sobremesas, é um local perfeito para se passar boa parte do dia. A praia é ótima, as crianças podem se divertir, com os adultos por perto, ocupando mesas na areia ou na parte interna do restaurante. Nossos pratos preferidos são: o Camarão na Moranga, o Linguado ao Molho de Camarão e o Peixe à Portuguesa.

De sobremesa, embora não apareça no cardápio, peça uma banana frita com canela e açúcar, ou flambada com sorvete. Você vai se sentir em casa. Os proprietários são hospitaleiros, os funcionários muito gentis e a atmosfera é acolhedora.

Canto das Canoas - Ilha da Gipoia - Angra dos Reis

A qualidade do serviço e do atendimento já começa a ser percebida na chegada, ainda no pier; você pode desembarcar com todo o apoio do pessoal de terra. Se estiver no seu barco sem marinheiro, eles buscam você no seu barco com um bote a motor e o levam de volta ao final do almoço. Se tiver marinheiro, este, após o seu desembarque, se encarregará de ancorar o barco nas proximidades e voltar para lhe buscar. O restaurante serve almoço gratuito para o marinheiro, no barco.

O menu de bebidas é variadíssimo. Os garçons são excelentes. O Vander é o que nos atende quase sempre e, nas raras vezes em que não está por lá, quem nos serve é o Geraldo ou o Léo. Se forem ao Canto das Canoas pela primeira vez, digam que foi por recomendação do Seu Fernando, da lancha Flavoca, do Casal Giramundo, Fernando e Renata. Desconto você não vai arrumar com isso, mas, o atendimento, que já seria bom de qualquer jeito, com essa menção vai ser ainda melhor. Eu garanto.

Canto das Canoas - Ilha da Gipoia - Angra dos Reis
Pier do Restaurante Canto das Canoas - Gipoia - Angra
Pier do Restaurante Canto das Canoas – Gipoia – Angra

Fotos do Canto das Canoas: Fernando Cravos

Praia das Flechas – Bar do Luiz

Localizada na Ilha da Gipoia, é conhecida pelo famoso Bar do Luiz, do Seu Luiz Rosa, que fundou o restaurante nos anos 70, a partir das instalações de uma fábrica desativada de processamento de sardinhas. É de lá que partem centenas de barcos em procissão no primeiro dia de cada ano. A Procissão Marítima de Angra dos Reis foi uma iniciativa de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, diretor, à época, da Rede Globo de Televisão, e frequentador apaixonado de Angra dos Reis. A procissão, não se sabe se por devoção de seu idealizador, teve, originalmente, caráter religioso, com imagens do Senhor dos Navegantes e de Nossa Senhora da Piedade. Com o tempo, seu objetivo, se distanciou de qualquer conotação religiosa e a procissão virou evento carnavalesco, com embarcações caracterizadas com motivos temáticos. O Bar do Luiz foi, provavelmente, um dos primeiros, se não o primeiro restaurante em toda a Baía da Ilha Grande. Seu Luiz Rosa foi um dos grandes personagens da história da gastronomia em Angra dos Reis. O Jango, do Jango’s Bar, era seu sobrinho. Com seu restaurante simples, mas farto em pratos saborosos, recebia todos os tipos de frequentadores, pessoas simples e celebridades, apaixonados pela navegação e pelas belezas da Baía de Angra dos Reis. Seu Luiz, que era sempre visto, todos os dias, por quem fosse ao seu restaurante, faleceu em fevereiro de 2015. O restaurante está lá, seguindo a trajetória traçada pelo seu ilustre e inesquecível fundador.

Bar do Luiz Rosa - Praia das Flechas -  Ilha da Gipoia - Angra dos Reis.
Bar do Luiz Rosa – Praia das Flechas – Ilha da Gipoia – Angra dos Reis. Foto: Fernando Cravos

Praia da Piedade

Situada na Ilha da Gipoia, o local ficou famoso por ter sido a Ilha de Caras. A Praia da Piedade tem uma pequena faixa de areia e é bem rasa, o que é bom para as famílias com crianças, mas nem sempre é fácil conseguir uma vaguinha para parar o barco nas proximidades. A igrejinha de Nossa Senhora da Piedade forma, com as duas extremidades da praia, um quadro harmonioso de rara beleza. O local é um dos mais procurados para a celebração de casamentos em Angra. É sempre uma boa opção para passeios curtos de quem está hospedado nas proximidades, como no Frade, por exemplo. Se estiver difícil chegar à praia, ancore perto dos rochedos para um mergulho. Como a boca da pequena enseada formada pela Ponta da Piedade e o continente é passagem de muitas embarcações, estas fazem marolas que, às vezes, incomodam, e isso ocorre com mais frequência, é claro, durante feriados fins de semana concorridos e alta temporada. Uma boa pedida é, depois do mergulho, uma parada para almoço ou petiscos no Canto das Canoas, que fica muito próximo.

Praia da Fazenda

Mais frequentada por moradores do que por turistas, a Praia da Fazenda, situada entre a das Flechas e a da Piedade, é, também, uma boa opção para se desfrutar de momentos tranquilos na Ilha da Gipoia. Águas claras e calmas, conta com um pier que facilita o embarque e desembarque de visitantes, e tem um barzinho também. Deve ser considerada como uma alternativa interessante nos períodos de grande movimento em Angra. Fotos: Fernando Cravos.

Ilha Grande

Tem 193 m2 de área, comprimento máximo de 30 km e largura máxima de 12 km, população superior a 7.000 habitantes, coberta por vegetação nativa de Mata Atlântica, ao sul do Estado do Rio de Janeiro, cheia de praias incrivelmente belas; esta é a Ilha Grande. Esperamos passar a vocês uma pequena ideia do que representa esse pedaço de terra, que forma uma das mais belas baías do mundo, para a história e o turismo do Rio de janeiro.

Imagem: Rosso Robot, relieved by maps-for-free CC BY S-A 3.0

Vila do Abraão

A Vila do Abraão tem, atualmente, cerca de 3.500 habitantes, número que sobe consideravelmente na alta temporada, pela ocupação de proprietários veranistas. É a maior comunidade da Ilha Grande, e recebe a maior parte dos turistas que a visitam. As principais vias de ligação marítima do continente com a ilha chegam e partem do Abraão, para Angra dos Reis, Conceição de Jacareí e Mangaratiba.

Enseada do Abraão – Ilha Grande – Angra dos Reis – Foto: Zezinho68 CC BY-SA 4.0

A enseada tem várias praias, sendo a maior delas, a Praia do Abraão, a principal e a mais movimentada, onde há o pier de atracação para embarque e desembarque e, portanto, por onde chegam e saem os turistas, visitantes e moradores. Muitos barcos ancoram e permanecem ali. É repleta de casas, bares, restaurantes e pousadas.

Da vila partem várias trilhas: a T1 – Circuito do Abraão, com 1,8 km, percurso de 1hora, e é considerada de nível bem fácil, com trajeto plano, embora com uma leve subida; a T2, Aqueduto – Saco do Céu, com 6 km, 3h, trajeto inclinado e nível médio de dificuldade; a T10, Abraão – Pouso, de nível médio de esforço, trajeto inclinado, 6 km de extensão e 3 horas de percurso; a T13, Abraão – Pico do Papagaio, com 6 km, 3 horas e meia a 4 horas, nível muito difícil e arriscado (só vá ser estiver em boa forma e for experiente); T14, Abraão -Dois Rios, com 7 km, 3 horas, e nível médio de dificuldade. As informações sobre as trilhas se referem ao trecho de ida apenas. Da Vila também parte a maioria dos passeios pela Ilha Grande. Há diversas empresas que promovem estes passeios sediadas no local. Do Abraão você pode contratar uma lancha e ir até a Praia do Pouso e de lá fazer a trilha T11, Pouso-Lopes Mendes, e conhecer uma das mais belas praias do mundo. Há praias muito bonitas na enseada. A do Sobrado e a do Abraãozinho podem ser acessadas a partir da trilha T10, que se inicia na praia do Canto. Logo no início da caminhada você deve fazer um desvio à esquerda para uma trilha curta que leva à Praia da Júlia e segue para às duas praias.

Abraão – Praia da Julia – Ilha Grande – foto: Fulviusbsas – Own work, Public Domain

Ao longo do caminho você verá e poderá acessar, as praias: da Júlia, da Bica, Comprida, da Crena e a da Guaxuma, onde fica a simpática e acolhedora Pousada Portal do Sol.



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Há boa sinalização no local e, portanto, é bem fácil achar os acessos. A Praia do Sobrado é bem vazia e sem serviços de bar e restaurante, mas é linda, com águas muito claras e calmas. Já na Praia do Abraãozinho você poderá ficar mais tempo curtindo o mar e desfrutando de petiscos e bebidinhas no bar que existe no local. Essas praias ficam à direita de quem está na Praia do Abraão, de frente para o mar, o conjunto delas é conhecido como Circuito das Praias do Abraão ou Circuito do Abraãozinho.

Na outra extremidade, a partir do pórtico do Circuito do Abraão, você poderá acessar, facilmente, a Praia Preta e ver as ruínas do Lazareto, construído por Dom Pedro II em 1884 para servir de quarentena para os viajantes vindos da Europa, com suspeita de cólera, antes do desembarque no Rio de Janeiro.

Praia Preta – Abraão – Ilha Grande – foto: Fulviusbsas – Obra do próprio, CC BY-SA 4.0

O Lazareto foi também usado como presídio e posteriormente como alojamento para fuzileiros navais. Fazendo a trilha T1, Circuito do Abraão, você poderá tomar um banho no Poção, formado por águas das nascentes próximas, antes de retornar à Vila e ver partes, ainda não cobertas pela floresta, do aqueduto, construído em 1893 para levar água do córrego do Abraão até as instalações do Lazareto.

A última praia da enseada, pela perspectiva de quem está em terra, é a Praia do Morcego, em frente à ilha de mesmo nome. Com acesso somente pelo mar, e sem ser objeto de badalação turística, este local tem história interessante. Há uma casa na praia que teria pertencido a um pirata espanhol, chamado Juan Lorenzo, no século XVII. Embora a região tenha sido alvo de piratas, que usavam as calmas enseadas para repouso e reabastecimento de seus navios, enquanto espreitavam, para saque, embarcações abastecidas de ouro e prata a caminho da Europa, não há registros históricos para o fato. No final dos anos 30 a chamada Mansão Morcego foi comprada pelo cineasta Mario Breves Peixoto, que a vendeu em 1988 a um empresário. A casa permanece muito bem conservada, guardada por seguranças, mantendo, em seu interior, diversos móveis, antiguidades e objetos de arte, mas não é aberta à visitação.

Praia de Lopes Mendes

Já foi classificada por turistas em pesquisa do site TripAdvisor, divulgada pelo jornal O Globo em 2013, como a sétima praia mais bela do mundo. Localizada na Ilha, Grande, a praia pode ser acessada por barco, mas com o devido cuidado, pois o mar, do lado de fora da ilha, embora quase sempre em condições favoráveis a uma navegação segura, exige maior atenção, especialmente em embarcações de pequeno porte, com motorização única ou de pouca potência.

O local pode também ser acessado por terra, pelas trilhas T10 e T11. A T10 liga Abraão às praias de Mangues e Pouso e a T11 liga Mangues-Pouso a Lopes Mendes. Somadas as duas têm 7,5 km e podem ser percorridas em 3 horas e meia, apenas o trecho de ida. Você não poderá pernoitar ou acampar em Lopes Mendes ou em Mangues-Pouso, portanto, só parta para essa aventura se for experiente em trilhas, pois será preciso percorrer 14,5 km, em 7 horas, no percurso de ida e volta do Abraão a Praia de Lopes Mendes. Por mar o acesso também pode ser feito por barcos que partem da Vila do Abraão e levam os turistas à Praia do Pouso. De lá você chega a Lopes Mendes pela T11. Essa trilha tem pouco menos de 1 km e pode ser percorrida em 30 minutos. Você pode aproveitar o dia dividindo o tempo entre as duas praias, a do Pouso e a de Lopes Mendes. A Praia do Pouso é muito bonita, mas pouco desfrutada pelos visitantes e turistas, já que o alvo mais cobiçado é a famosa Lopes Mendes. Vale a pena se programar em relação aos horários das embarcações que fazem o trajeto Abraão – Pouso, e curtir as duas praias.

Se você tem barco ou se está em barco de amigos e prefere não encarar o mar aberto, pode ancorar na Praia do Pouso, fazer a trilha e passar o tempo que quiser, caminhando, nadando e desfrutando das maravilhas daquele paraíso. Estando com barco próprio e preferindo ir com ele até Lopes Mendes, com vento leste, o melhor é ancorar no lado direito da praia, na perspectiva de quem chega pelo mar. Com vento de sul geralmente fica impossível ancorar com segurança e conforto, já com o sudoeste, melhor nem sair de barco.

Praia do Caxadaço

A Praia do Caxadaço tem uma pequena faixa de 30 metros de areia, escondida e invisível para os navegantes que não a conhecem e que passam ao largo da costa sul da Ilha Grande. No sentido leste-oeste, fica depois das praias de Lopes Mendes, Santo Antônio e Dois Rios. No passado chegou a ser um pequeno povoado; hoje não há moradores no local. Era um refúgio para navios piratas e para traficantes de escravos, bem como, era utilizada para todo o tipo de embarque e desembarque do comércio ilegal da ilha, exatamente por ser impossível avistá-la à distância pelo formato recortado e rochoso da costa ao seu redor.

Praia do Caxadaço – Ilha Grande – Angra dos Reis – Foto: Verônica Lima Vieira CC BY-SA 4.0

É um lugar lindo que pode ser visitado nos passeios de lancha chamados de Super Sul e Volta à Ilha, por empresas sediadas na Vila do Abraão. Os roteiros partem da Vila; o primeiro faz: Ilha de Jorge Grego, Caxadaço, Dois Rios e Lopes Mendes, com uma esticada até o Saco do Céu para almoço, antes do retorno. O segundo vai às praias: Caxadaço, Dois Rios, Parnaioca, Aventureiro e Meros, parando para almoço em Maguariquessaba. O custo por pessoa varia de R$ 140 a R$ 160,00. Se você estiver com barco próprio ou alugado é bom estar com alguém que conheça bem a região ou ficar bem ligado no GPS e na sonda de profundidade. É possível chegar à praia pela trilha T15, que liga o local à Vila de Dois Rios. É uma trilha difícil, de 2 km e meio km com um circuito muito inclinado que pode ser feito em 2 horas e 45 minutos, mas atenção: não há campings em Dois Rios e no Caxadaço, e pernoitar nessas áreas, além de não recomendável, não é permitido. Para chegar por terra, do Abraão a Dois Rios, somente usando a trilha T14, que tem 7 km de extensão, tempo de percurso de 3 horas e nível médio de dificuldade, e, em seguida, pegar a T15. O problema é que, não podendo pernoitar, você precisaria fazer todo o trajeto de volta, do Caxadaço ao Abraão, no mesmo dia, o que, por mais experiente e bem preparado que você seja, não me parece uma boa opção.

Praia do Caxadaço – Ilha Grande – Angra dos Reis. Por: Yasmin Rollemberg CC BY-SA 4.0

Entretanto, se aventuras desse tipo é o que você curte, prepare-se, porque, mesmo durante o verão, quando os dias são mais longos, considerando o tempo que você vai ficar na praia, será inevitável pegar trilha à noite, além de muito cansativo. Mesmo que conheça razoavelmente a região, é aconselhável ir com um guia. Uma alternativa para fazer a T15 é alugar um barco para ir do Abraão a Dois Rios, negociar para que fique à sua espera, fazer a trilha, curtir a Praia do Caxadaço e então retornar. Não há passeios regulares que façam esse roteiro.

Praia dos Meros

Após dobrar a ponta do Acaiá, extremo oeste da Ilha Grande, em direção à parte sul, navegando pela costa, a primeira praia a ser avistada é a de Provetá e, em seguida, ainda beirando a costa, indo na direção sudeste, antes da Ponta dos Meros, há uma minúscula enseada que termina numa das mais encantadoras praias da ilha; a Praia dos Meros, uma faixa de areia de 130 metros, com águas claras, muito verde da Mata Atlântica, com acesso somente por barcos. Se você não estiver de barco próprio ou alugado, pode contratar um passeio chamado de Volta à Ilha, feito por várias empresas, que pode ser contratado na Vila do Abraão. O roteiro passa pelas praias: Caxadaço, Dois Rios, Aventureiros, Meros e Maguariquessaba, para almoço, antes do retorno à Vila.

Lagoa Azul e Praia de Grumixama

Um dos 4 pontos mais procurados da região é a chamada Lagoa Azul, espaço de águas entre as ilhas Comprida e Redonda, que ficam próximas à Ilha dos Macacos, quase coladas à Ilha Grande, onde em frente, à direita de quem está olhando para a Ilha Grande, estão as praias Grumixama e, um pouco mais à frente, a de Araçá. Este conjunto de praias e pequenas ilhas estão entre os nossos locais preferidos em Angra. As fotos são de Fernando Cravos.

Lagoa Azul - Angra dos Reis - Foto: Fernando Cravos - Casal Giramundo
Lagoa Azul – Angra dos Reis
Lagoa Azul 2 - Angra dos Reis - Foto: Fernando Cravos - Casal Giramundo
Lagoa Azul – Angra dos Reis

Na baixa temporada, e com tempo bom, as águas são transparentes, o acesso é tranquilo, e a permanência no barco é confortável, pois o movimento de embarcações é menor e sobram espaços para ancoragem e não há as inconvenientes marolas das lanchas que nem sempre passam em velocidades adequadas para a tranquilidade do local.

Toda a região faz parte do bairro Freguesia de Santana e, por isso, alguns conhecem a praia de Grumixama com Praia da Freguesia de Dentro, já que, do outro lado,  fica a Igreja de Sant’Ana e a praia principal da Freguesia de Santana.

Praia de Grumixama – Ilha Grande – Angra dos Reis

Saco do Céu

Abrigo preferido dos velejadores, o Saco do Céu fica na Ilha Grande e é uma pequena enseada dentro de uma maior, a Enseada da Estrela (ou das Estrelas). O local é muito calmo e, às vezes, só é perturbado pelas marolas provocadas por lanchas e jet skis, quando navegam a velocidades incompatíveis com toda aquela paz e serenidade. A denominação, Saco do Céu, segundo algumas histórias, deve-se à beleza do céu observado à noite em períodos de lua nova, quando suas águas calmas e abrigadas refletem as constelações de forma magnífica, propiciando dois espetáculos, ao se olhar para o próprio céu e para a água. Outra versão sugere que a quantidade de estrelas-do-mar na Enseada das Estrelas, é que inspirou o nome do local. Há bons restaurantes por lá; Reis e Magos, La Isla, Refúgio das Caravelas e Coqueiro Verde, valendo destacar o Flutuante do Saco do Céu. Para os que desejam se hospedar, sugerimos a Pousada Club MV Saco do Céu. Para chegar você pode alugar um barco em Angra, ou, tendo já chegado à Vila do Abraão, pode contratar um barco. Se for uma lancha o tempo de percurso será de 12 minutos. Se pegar uma traineira ou pequeno saveiro vai levar meia hora para chegar. Quem curte fazer trilhas e está em boa forma física, pode encarar a trilha T2 – Aqueduto – Saco do Céu. São 10 km; 4h para ir e 4h para voltar, mas com paisagens deslumbrantes, riachos, cachoeiras, bares e restaurantes. Para quem tiver disposição vale muito a pena fazer o passeio.

Se tiver barco próprio ou tiver alugado um para uso diário, é claro que terá um pouco mais de tempo e liberdade para desfrutar do lugar. Para quem está de barco recomendamos parar e ancorar na Praia do Amor e permanecer um bom tempo mergulhando com snorkel no costado rochoso, nadando e relaxando na praia, e depois, claro, saborear a bebida de sua preferência no cockpit do barco. É o que sempre fazemos antes de ir para um dos restaurantes. Outras praias de lá: Praia da Raposinha, Praia Saco do Céu, Praia do Perequê, Praia de Iguaçu, Praia da Feiticeira, Praia de Camiranga, Praia de Fora (estas cinco últimas, literalmente, fora do Saco do Céu, mas na Enseada da Estrela).

Saco do Céu - Ilha Grande - Angra dos Reis - Almoço no Veleiro - Casal Giramundo
Saco do Céu – Ilha Grande – Angra dos Reis – Almoço no Veleiro – Casal Giramundo

Os amantes de veleiros já sabem que o lugar é um dos mais conhecidos na costa brasileira para pernoite e permanências mais longas. Calmo, abrigado e muito seguro. Quem veleja e está passeando por Angra, certamente não deixará de passar por lá. Em qualquer roteiro que se faça para a Ilha Grande não se pode deixar de incluir esse recanto maravilhoso.

Praia do Aventureiro

Paulodcwiki / CC BY-SA (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/3.0)
Praia do Aventureiro – Ilha Grande – Angra dos Reis – Paulodcwiki CC BY-SA 3.0

As atrações da Praia do Aventureiro vão das trilhas ao surf, passando pelo mergulho, camping e pelo contato com os moradores. A comunidade é formada por cerca de 100 habitantes.

Praia do Aventureiro – Ilha Grande – Angra dos Reis – Vista do Mirante. Por: Tatiana Lemos Guapé – CC BY-SA 3.0

O local fazia parte da RBEPS – Reserva Biológica Estadual da Praia do Sul, criada, por decreto estadual, em dezembro de 1981, quando o povoado já existia. O fato gerou contestações sociais e ambientais. Pelo decreto, a população não poderia permanecer ali. Houve projetos de remoção dos moradores para outras comunidades da Ilha Grande e até para Angra dos Reis. Estudos e negociações se arrastaram por 33 anos, até a criação, em 2014, da RDS – Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Aventureiro, que substituiu o PEMA – Parque Estadual Marinho do Aventureiro, criado em 1990, adjacente à RBEPS, e que abrangia toda a área marinha entre as pontas do Drago e da Tacunduba, englobando as Praias do Leste, do Sul e do Aventureiro.

Praia do Aventureiro – Ilha Grande – Angra dos Reis – Por: Misstetei – CC BY-SA 3.0

A RDS do Aventureiro foi dividida em duas áreas; uma marinha, compreendendo a antiga área do PEMA, e uma terrestre, que foi retirada da RBEPS, resolvendo-se, assim, o impasse da permanência dos moradores, que hoje se encontram legalmente instalados em seu local de origem. A praia recebe muitos turista para camping, mas o acesso é restrito e controlado. Para permanecer no Aventureiro, você precisa obter uma autorização no CIT (Centro de Informações Turísticas) de Angra dos Reis. Já para passeios de algumas horas em embarcações próprias ou alugadas, não há essa exigência. O Aventureiro é parte do roteiro de volta à ilha, que é oferecido por várias empresas de passeios náuticos situadas na Vila do Abraão. Você tem a opção de ficar pela praia ou subir até o Mirante do Espia e desfrutar de uma bela vista de toda a praia. Há, também, o Mirante do Sundara, ponto mais elevado da praia, cuja chegada é mais difícil, por ser um trajeto íngreme, mas que permite uma visão mais ampla da da vila, da Praia do Aventureiro e das praias do Sul e do Leste. Ambos são acessados por trilhas que passam pelo famoso coqueiro deitado, símbolo da Praia do Aventureiro. A Praia do Demo é uma continuação da Praia do Aventureiro. Nas marés baixas pode ser acessada pela areia, entre as pedras.

Praia do Aventureiro – Ilha Grande – Angra dos Reis. Por: Daniel Souza Lima CC BY-SA 3.0

Não há hotéis nem pousadas na Vila. A permissão de permanência, obtida no CIT de Angra, é para os campings autorizados pela TurisAngra – Fundação de Turismo de Angra dos Reis. Muitos pescadores, moradores locais, estão alugando quartos em suas casas para temporada, o que pode ser uma boa oportunidade de conhecer as belezas e a história da Vila, interagindo com os anfitriões e com moradores sempre gentis e hospitaleiros. Para comer no Aventureiro as opções são os restaurantes da Neneca e do Luis. Embora haja informações de que funcionam todos os dias para almoço e jantar, há relatos de quem tentou e não os encontrou abertos. A energia elétrica no local é fornecida somente por geradores e o sinal de internet é fraco ou inexistente, portanto, vá com o espírito de aventura condizente com o nome da vila e desfrute de um dos mais belos cenários litorâneos e de mata atlântica, do Brasil.

O acesso pode ser pela trilha T9, Provetá – Aventureiro, que tem 3,5 km de extensão e é de difícil execução, com trajeto muito inclinado. O tempo médio do percurso, somente de ida, é de 2 horas e meia. Outra forma de chegar à Vila do Aventureiro é com barco próprio ou alugado, com classificação para navegação em mar aberto, que partem da Vila do Abraão e costumam ir até Parnaioca, fazendo paradas, no retorno nas praias do Aventureiro, dos Meros e Maguariquessaba para almoço, com retorno, em seguida, para o Abraão. . De Angra dos Reis ao Aventureiro há a possibilidade de se contratar transfer de traineira (2 horas e meia), ou Flexboat, (50 minutos). Geralmente há uma parada em Araçatiba. o percurso é de pouco mais de 18 milhas náuticas, equivalente a 34 km. o custo varia de R$ 50,00 a 100,00, dependendo da época. Há linhas regulares barcos entre Angra a Provetá, de onde você pode contratar um transporte de barco até o Aventureiro, porém, sem horários certos para a partida, o que torna a viagem incerta.

Ilha Grande: onde se hospedar



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Praia de Parnaioca

Situada no lado sul, a região da Parnaioca foi a primeira a ser povoada na Ilha Grande. Já teve mais de mil habitantes, por volta dos anos 50 e 60, que viviam da agricultura e da pesca, população que foi diminuindo ao longo do tempo em razão de temores com os constantes assaltos e saques de fugitivos do Presídio Cândido Mendes, na Vila de Dois Rios.

Parnaioca- Ilha Grande – Angra dos Reis – foto: TMbux CC BY S-A 3.0

Hoje existem poucas famílias morando no local e administrando três áreas de camping, os campings da dona Marta, do seu Sílvio e da Janete. Não há energia elétrica. As poucas casas funcionam com energia fornecida por geradores.

Sinal de celular e internet, quando presentes, são fracos, portanto, para conhecer o local e passar um ou mais dias por lá, é bom já ir sabendo que ficará desconectado. Com 1 km de extensão, mar claro e nem sempre calmo, a praia é um ponto de tranquilidade buscado pelos amantes do mar e das trilhas. O acesso pode ser feito pela trilha T16, que liga o local à Vila de Dois Rios. De barco se chega a partir das praias: do Aventureiro, Provetá, Praia Vermelha e Araçatiba, ou de Angra dos Reis. A ligação com a Praia do Aventureiro se faz, também, por uma trilha com acesso restrito e perigoso, razão pela qual não a recomendamos. O Rio Parnaioca desemboca ao lado esquerdo da praia, para quem chega pelo mar, e forma uma lagoa, boa para um banho de água doce, meio salgada. No local há poucas construções, com destaque para a igreja do Sagrado Coração, em estado original, onde fica um pequeno cemitério.

Parnaioca- Ilha Grande – Angra dos Reis – Igreja do Sagrado Coração – foto: TMbux CC BY S-A 3.0

Há ruínas, de construções muito antigas erguidas por escravos que trabalhavam nas fazendas que havia na região, vestígios da populosa Parnaioca do passado. Hoje existem pouco mais de 6 habitantes na Parnaioca, dentre eles, seu Sílvio, dona Marta e o marido, Janete e os pais. Para comer na Parnaioca há o pequeno e nem sempre disponível restaurante da Dona Marta. Para conhecer um pouco mais sobre essa maravilha do nosso litoral, riquíssima em beleza, simplicidade e história, recomendamos o vídeo abaixo. É o filme “Parnaioca é o meu nome”, de Eudes Santos, sobre a Parnaioca e sobre Janete Oliveira, filha do seu João e da dona Zaira. Vale a pena assistir.

Passeios pela Baia da Ilha Grande – Angra dos Reis

Dois Rios: Praia e Vila

Com 1.300 metros de extensão, a Praia de Dois Rios é assim chamada porque em suas extremidades desembocam dois pequenos rios que nascem no interior da ilha. A vila abrigou, até 1994, o Presídio Cândido Mendes, que levou para o local seus trabalhadores que lá estabeleceram residência. O presídio afugentou turistas da Ilha Grande. As constantes fugas assustavam os habitantes de povoados vizinhos, principalmente os de Parnaioca. Há alguns relatos de fugitivos sequestrando barcos de turistas e veranistas, ancorados em praias da ilha, para forçá-los a fazer a travessia e liberá-los em terra, no continente. A vila hoje tem cerca de 160 habitantes. As principais atrações são: a linda praia, os rios e as ruínas do presídio. Para quem gosta de mergulhar há um naufrágio entre as duas pequenas ilhas do Saco de Dois Rios: o navio Commandante Manoel Lourenço, que naufragou em 1927, com uma tripulação de, provavelmente, cerca de 60 pessoas, dentre as quais, 34 presidiários que iriam para o Instituto Penal Cândido Mendes. Ancorado na entrada da enseada, desembarcando mantimentos e os presos, a embarcação foi atingida por fortes ventos que teriam forçado a soltura da âncora e a arrastado às duas ilhas no meio da enseada, entre as quais o navio naufragou, causando a morte do comandante e de um marinheiro.

Praia de Dois Rios – Ilha Grande – Angra dos Reis. Foto Nathan Chor CC BY-SA 3.0

Para os que gostam das trilhas, há 3 delas que chegam à vila: T16, Parnaioca-Dois Rios, com 7,5 km (somente ida) de extensão, trajeto íngreme e nível difícil, exige bom preparo físico. Tempo estimado de percurso de um trecho: 3 horas; T15, Dois Rios-Caxadaço, 3 km (somente ida), trajeto com inclinação acentuada, tempo estimado de duração de um trecho, 2 horas e 45 minutos; e T14, Abraão-Dois Rios, a principal via de acesso à Vila. Com  7 km de extensão, tempo de percurso de 3 horas (somente ida) e nível médio de dificuldade, também com boa parte do circuito íngreme, mas com vários trechos planos. Essas 3 trilhas são as únicas formas de acesso à vila por dentro da Ilha Grande. Você pode chegar pelo mar com barco próprio ou alugando lanchas, pequenas traineiras ou saveiros, que partem da Vila do Abraão e da Praia do Aventureiro.

Praia de Dois Rios – Ilha Grande – Angra dos Reis. Foto Nathan Chor CC BY-SA 3.0

Nesses passeios os barcos costumam parar nas praias mais procuradas do lado de fora da ilha, que são: Parnaioca, Caxadaço, Dois Rios e Lopes Mendes. Evite as lanchas com a lotação completa, ou perto do limite, para garantir uma navegação segura e mais confortável. Confirme com a empresa e com o comandante a capacidade da embarcação e faça perguntas sobre as condições do casco, do motor e do mar na rota do passeio. Pergunte se as revisões estão em dia. Procure saber como receberiam auxílio em caso de um problema no barco que impedisse a continuação da navegação. Pergunte se há serviço de apoio náutico constantemente disponível. São questionamentos que demonstram sua preocupação e aumentam a responsabilidade dos profissionais, embarcados e em terra, em lhe proporcionar lazer com absoluta segurança. Estando tudo bem, relaxe e desfrute as belezas do mar de Angra dos Reis. Em geral os passeios são seguros e não há registro de acidentes graves. Lembre-se de que embarcações mais velozes com cascos entre 22 e 26 pés e motorização adequada, atingem velocidades de 25 a 30 knots, o que equivale a algo em torno de 50 km/h, que não parece muito, mas pode ser bem desconfortável em razão das batidas do casco na água no sobe e desce das ondas e marolas. Se o casco e o motor estiverem em boas condições não há nenhum problema ou riscos para a segurança. A questão é somente o desconforto.

Importante: recomendamos fortemente que você não caminhe sozinho em nenhuma das trilhas da Ilha Grande. Informações relevantes podem ser obtidas em: TurisAngra: (24) 3367-7866. INEA: (24) 3361-5540.

Provetá

Embora não se destaque como destino turístico, a Vila de Provetá tem uma praia bonita e uma população que ronda os 2.800 habitantes, a segunda da ilha, composta, em sua maioria, por religiosos evangélicos.

Igreja Assembleia de Deus – Provetá – Ilha Grande – Angra dos Reis – foto: TMbux CC BY-SA 3.0

A vila recebe turistas também, especialmente os hospedados no Aventureiro, que chegam pela trilha T09 – Provetá-Aventureiro, de alto nível de dificuldade, com trajeto muito inclinado, extensão de 3,5 km e duas horas e meia de percurso, ou por barcos alugados na Praia do Aventureiro. Outra trilha da Ilha Grande que dá acesso a Provetá é a T08 – Provetá-Araçatiba, com 4,5 km que podem ser percorridos em 2 horas e meia com nível de esforço moderado em trajeto de acentuada inclinação.

Provetá - Ilha Grande - Angra dos Reis
Vila de Provetá – Ilha Grande – Angra dos Reis. Foto: Daniel Souza Lima CC SA Alike 3.0 Unported

A principal atividade econômica da vila é a pesca. A enseada é a base de fundeio dos grandes pesqueiros da Ilha Grande. Para chegar a Provetá, sem embarcação própria ou alugada, partindo do continente, a melhor opção é pegar uma embarcação em Angra dos Reis.

Praia de Provetá – Ilha Grande – Angra dos Reis – foto: TMbux CC BY S-A 3.0

Os barcos partem da Estação de Santa Luzia ou do Cais dos Pescadores, em Angra dos Reis, onde também é possível contratar um traslado privado. A distância de Angra até Provetá é de 24,5 km (13,2 milhas náuticas), percurso que pode ser feito entre 30 minutos e 1 hora e 40 minutos, dependendo do tipo de embarcação. Se você tem pouco tempo para ficar em Angra e visitar a Ilha Grande, não recomendamos considerar Provetá como uma prioridade, pois o local não se destaca como ponto turístico, mas se deseja conhecer um pouco mais sobre a história e as curiosidades da Ilha e se gosta de conversar com os habitantes para saber de suas vivências, então não deixe de ir.

Praia de Provetá – Ilha Grande – Angra dos Reis – foto: TMbux CC BY S-A 3.0

Lagoa Verde

Lagoa Verde - Ilha Grande - Angra
Lagoa Verde – Ilha Grande – Angra

A Lagoa Verde é uma pequenina enseada formada pela Ilha Longa e a Ilha Grande com águas calmas e claras, com fundo de areia, rochas e corais, excelente para ancoragem, banho e mergulho. Se você não tiver embarcação própria e não tiver alugado uma para uso particular diário, pode chegar por barcos alugados na Vila do Abraão para passeios de meia volta à ilha. Os preços variam entre R$ 50,00 e R$ 150,00 por pessoa, dependendo do tipo de embarcação. Para passeios pelo lado norte da Ilha Grande, uma boa opção são as lanchas, que são mais rápidas e permitem conhecer mais lugares em menos tempo.

Lagoa Verde – Ilha Grande – Angra

O mar desse lado é calmo e a navegação costuma ser confortável, mesmo em velocidades maiores. Algumas empresas de locação de barcos oferecem máscaras de mergulho, espaguetes de flutuação e snorkel, outras alugam. Todas as embarcações devem possuir equipamento de segurança e salvatagem apropriados para cada tipo de passeio e local de navegação. Consulte a empresa e procure sempre saber sobre as condições de manutenção do barco e sobre a habilitação, o conhecimento da região e a experiência do condutor. Para os velejadores a Lagoa Verde pode ser considerada como um bom ponto de fundeio e pernoite, pois é abrigada e protegida dos principais ventos que predominam no local, os de Leste, Sudeste, Sul e Sudoeste. Pela trilha T06, que liga o Sítio Forte à Praia de Araçatiba, você também pode acessar a Lagoa Verde, que fica no meio do trajeto, mas deve sair em uma trlha secundária em direção ao mar, na altura da Praia da Longa. Fotos: Fernando Cravos.

Sítio Forte

Um dos points preferidos dos velejadores, a Enseada do Sítio Forte, com águas calmas, oferece variadas atrações. Praias, restaurantes flutuantes, um naufrágio para mergulhadores experientes e bons locais abrigados para fundeio de embarcações para permanência diária e pernoite, especialmente os veleiros, pois fica abrigada dos principais ventos que sopram na região. Há 6 praias no Sítio Forte: Passaterra, Maguaraquissaba, do Marinheiro, do Sítio Forte, da Tapera e de Ubatuba. Para os mergulhadores que curtem naufrágios, há os destroços do navio Pinguino, afundado na entrada da enseada, entre as pontas do Sítio Forte e da Aripeba, em 1967. Além das praias, você pode ancorar próximo aos flutuantes do Bacana e Lele e Cleuzinha e desfrutar, sem sair do barco, da qualidade das suas cozinhas. Pode também abastecer seu barco com água potável, sem custo, mas, se precisar deste favor, não deixe de consumir algo no restaurante. Veja, abaixo, algumas imagens do Sítio Forte. As fotos são de Fernando Cravos.

Araçatiba

A Enseada de Araçatiba é um dos locais onde se pode encontrar pousadas a beira mar, que ficam bem movimentadas nos feriados e na alta temporada. A praia é bonita, com águas claras, e há alguns restaurantes e bares, a maioria pertencentes às pousadas. A comunidade tinha 270 habitantes conforme senso de 2010. Acredita-se que hoje já passe de 400 habitantes, que vivem, essencialmente, da pesca. É uma das comunidades  mais procuradas da Ilha Grande como base para atividades turísticas. Há muita coisa a fazer pro lá; mergulho, snorkeling, trilhas, banhos de mar,  passeios de caiaque e passeios marítimos. Há linhas regulares de transporte partindo de Angra dos Reis, da Estação Santa Luzia, operadas por empresas de navegação como a Natiga, que faz conexão rápida com flexboats, e a JF Araçatiba, que usa o flexboat Araçatiba JF e a traineira Jean Filho.

Praia de Araçatiba - Ilha Grande - Angra dos Reis
Praia de Araçatiba – Ilha Grande – Angra dos Reis. Foto: Fernando Cravos

Para chegar às praias, Grande de Araçatiba, Vermelha e da Longa, se um destes for o seu destino final na Ilha Grande, saia de Angra dos Reis. Não tente chegar pela Vila do Abraão. Não há linhas regulares de lá para essas praias; na verdade não há linhas regulares entre as comunidades da ilha. O percurso em flexboats, embarcações velozes, pode ser feito entre 20 e 30 minutos, dependendo das condições do mar. O trecho é feito em águas abrigadas, portanto, o balanço das embarcações é menor e a navegação é relativamente confortável. Em traineiras, barcos mais lentos, o tempo de travessia é de cerca de 1 hora e meia.  Há três paradas no trajeto: Praia da Longa, Praia Grande de Araçatiba e Praia Vermelha. Esta região, incluindo Matariz, Sítio Forte e Bananal, foi base para a indústria de pescado na Ilha Grande, especialmente a de salga e prensa de sardinhas para enlatados. Algumas das fábricas foram transformadas em pousadas, como a Pousada do Preto, no Bananal; vale a pena visitar o site e conhecer a história da família Nakamashi. Para quem curte trilhas há boas opções de circuitos que partem de Araçatiba: a trilha T6 – Sítio Forte-Araçatiba, tem 6 km de extensão e percurso de 3 horas e meia, com dificuldade média e trajeto íngreme; a T7 – Araçatiba – Gruta do Acaiá, com 5,3 km, 3 horas e meia de percurso, nível médio de dificuldade e trajeto inclinado; e a T8 – Araçatiba – Provetá, de 4,5 km de extensão, 2 horas e meia de percurso, nível médio de dificuldade, e circuito íngreme.

Praia de Itaguaçu

Praia de Itaguaçu - Ilha Grande - Angra dos Reis
Praia de Itaguaçu – Ilha Grande – Angra dos Reis

Localizada entre as comunidades de Araçatiba e Praia Vermelha, pouco depois da Ilha Longa, encontra-se a Praia do Itaguaçu, que fica na reserva privada Sítio Itaguaçu. É também conhecida como Praia do Gaúcho. A praia é muito bonita; tem um pequeno trecho de areia, mar de águas muito claras e vegetação densa de Mata Atlântica. É cercada por grandes pedras que, se por um lado dificultam o acesso de barcos, por outro asseguram privacidade a quem consegue desembargar e passar umas horas na areia.

Praia de Itaguaçu - Ilha Grande - Angra dos Reis
Praia de Itaguaçu – Ilha Grande – Angra dos Reis

Há uma pousada no local chamada Ilha Grande Itaguaçu Farm. Há pequenas ramificações das principais trilhas da Ilha Grande que passam pelo local, permitindo o acesso à Praia de Araçatibinha, 1,5 km, Praia Grande de Araçatiba, 2 km, Praia Vermelha, 500 m, Gruta do Acaiá, 3 km e Provetá, 2,5 km. Atenção aos percursos mais longos que exigem controles rigorosos do tempo para ir e vir no mesmo dia (estas distâncias estão dadas somente para o trecho de ida) e algum preparo físico, pois há trechos bem inclinados. Se desejar ficar na pousada aconselhamos pesquisar para saber as opiniões de quem já se hospedou. Há relatos pouco animadores sobre mau atendimento e mosquitos que impedem um sono relaxante, mas há também informações sobre boas experiências vividas por lá. Quanto à beleza, esta é inquestionável, portanto, se estiver com tempo, não deixe de conhecer a Praia do Itaguaçu e passar umas horinhas por lá. As fotos são de Fernando Cravos.

Restaurantes que recomendamos na Ilha Grande

No Saco do Céu: Reis e Magos, Club MV, Coqueiro Verde, La Isla e Refúgio das Caravelas.

No Sítio Forte: Bacana’s Bar e Restaurante do Lele e Cleusinha – Sítio Forte

Todos oferecem um cardápio variado de peixes e frutos do mar. Destaque para uma certa sofisticação das cozinhas do Club MV e do Reis e Magos. A Vila do Abraão possui uma variedade de restaurantes e bares na orla, os quais, pela proximidade, você pode checar no local para fazer sua escolha.

Outras Ilhas

> Ilha de Cataguás
> Ilhas Botinas
> Ilha de Paquetá e Ilha Itanhangá

Ilha de Cataguás

Um dos pontos mais visitados na Baía de Ilha Grande e com imagem presente na maioria dos cartões postais da região, é a Ilha de Cataguás (alguns a chamam de Cataguases, mas não se confunda; trata-se da mesma ilha). Situada a 3,8 Km – o que equivale a 2 milhas náuticas (NM) – da Estação de Santa Luzia em Angra dos Reis e a 4,5 Km (2,4 NM) da Marina Verolme, é um lugar encantador, com pequenas praias, águas muito claras, areia fina e branca e uma bela vista para a baía.

Ilha de Cataguás - Angra dos Reis
Ilha de Cataguás – Angra dos Reis
Ilha de Cataguás - Angra dos Reis 3
Ilha de Cataguás – Angra dos Reis
Ilha de Cataguás - Angra dos Reis 2
Ilha de Cataguás – Angra dos Reis

Você pode caminhar por toda a ilha e acessar os seus dois lados de faixas de areia e mar. Para aproveitar toda a beleza do lugar o ideal é chegar muito cedo ou evitar os períodos de alta temporada, onde a disputa de espaço é intensa pelos mais variados tipos de embarcação, de pequenas traineiras e saveiros de aluguel a lanchas próprias e alugadas de todos os tamanhos. A Ilha do Peregrino fica ao lado.

Ilha do Peregrino - Angra dos Reis
Ilha do Peregrino – Angra dos Reis

As duas ilhas formam um conjunto de rara beleza. Tome um certo cuidado ao pisar na areia nas partes mais fundas entre as duas ilhas, pois costumam aparecer uns ouriços por ali e a experiência de pisar em um deles não é daquelas que se queira repetir. A ilha faz parte de diversos roteiros que saem de Angra em direção às praias da Ilha da Gipoia e da Ilha Grande. Não há bares e restaurantes no local. Há passeios regulares, de aproximadamente 6 horas, que podem custar entre R$ 40,00 e R$ 60,00 por pessoa, em saveiro, e R$ 150,00 por pessoa, em lanchas. Normalmente é o primeiro ponto de parada para quem sai de Angra. De lá, o mais provável é seguir para as Ilhas Botinas, nosso próximo destaque. Fotos: Fernando Cravos.

Ilhas Botinas

As Botinas são duas ilhotas que ficam próximas da Ilha de São João e da Ilha Redonda, com as quais formam o grupo chamado de Ilhas de São João.

Ilhas Botinas – Angra – Foto: Fernando Cravos

A leste ficam a Ilha dos Porcos Pequena e a Ilha dos Porcos Grande, esta última pertencente à família do famoso cirurgião plástico Ivo Pitangui, e que, por esta razão, é mais conhecida como a Ilha do Pitangui. A ilha tem até uma pista de pouso que comporta decolagens e aterrissagens de pequenos jatos.

Ilha dos Porcos Grande e Ilha dos Porcos Pequena, vistas das Botinas - Angra dos Reis
Ilha dos Porcos Grande e Ilha dos Porcos Pequena, vistas das Botinas – Angra dos Reis. Foto: Fernando Cravos
Ilhas botinas e Ilha do pitangui Angra
Traineira em direção à Ilha dos Porcos – Angra dos Reis – Foto: Renata Assunção

As Ilhas Botinas, assim como a de Cataguás, também fazem parte dos cartões postais de Angra dos Reis e são frequentemente mencionadas em reportagens, filmes e documentários sobre a Baía da Ilha Grande. É, talvez, a maior referência turística da região. É rota dos passeios mais procurados em Angra, que partem da Estação de Santa Luzia, como explicamos na descrição da Ilha de Cataguás.

A recomendação de chegar cedo e, se possível, evitar períodos de feriados e alta temporada, também vale para as visitas às Ilhas Botinas, onde, pelas características do fundo do mar no local e limpidez das águas, a principal atividade é o snorkeling.

Ilha de Paquetá e Ilha Itanhagá

As ilhas e praias de Paquetá e Itanhangá, em Angra dos Reis, ficam próximas ao Condomínio Porto Frade, onde se localiza o Hotel Fasano. O locais são muito frequentados e são considerados points tradicionais para fundeio e pernoite na Baía de Angra.

Praia da Ilha de Paquetá - Angra dos Reis
Praia da Ilha de Paquetá – Angra dos Reis

Os velejadores adoram, mas são incomodados, frequentemente, pelas marolas das embarcações que chegam e saem do Frade, quase sempre em velocidade alta, pelo canal formado pelas ilhas Catita e do Pinto com as ilhas Itanhangá e Paquetá.

Praia e Ilha Itanhangá - Angra dos Reis
Praia e Ilha Itanhangá – Angra dos Reis
Canal entre as ilhas Paquetá e Itanhangá - Angra dos Reis
Canal entre as ilhas Paquetá e Itanhangá – Angra dos Reis

As praias são pequenas e de acesso fácil para os que chegam mais cedo e ancoram suas embarcações mais perto das estreitas faixas de areia das ilhas, que formam as praias, que são mais frequentadas por quem tem casa ou se hospeda em locais mais próximos à cidade de Angra. Para os moradores ou hóspedes do Porto Frade, entretanto, são usadas somente para permanências curtas ou mergulhos de final de passeio, antes da volta para casa. As fotos são de Fernando Cravos.

O Condomínio Porto Frade – Angra dos Reis

Localizado no km 513 da Rodovia Rio-Santos, o Condomínio Porto Frade é um dos pontos nobres de Angra dos Reis. Concebido após a inauguração do Hotel do Frade, no início dos anos 70, a partir do desmembramento de fazendas de propriedade do empresário Carlos Borges, um visionário e apaixonado pela região, que, além do Hotel do Frade, construiu a Marina do Frade e os hotéis, Portogalo e Portobello. Foi ele quem convidou e levou para o Porto Frade o casal Edmond e Dominique, para abrirem o tradicional restaurante Chez Dominique. A família ainda hoje tem propriedades e empreendimentos no local. É excelente opção para compra e aluguel de casas, com ou sem vagas para barcos. O Hotel do Frade não mais existe. Deu lugar ao Hotel Fasano Angra dos Reis.

Hospedagem no Porto Frade

Hotel Fasano

Apartments Angra dos Reis Fasano Area

F311 Porto Frade – Fasano Area

Angra Boutique Hotel

Restaurantes no Porto Frade

Crudo: o restaurante do Hotel Fasano, oferece um menu requintado e excelente carta de vinhos, com o padrão de qualidade de produtos e serviços já conhecidos da rede.

Bar da Praia: uma opção mais simples, mas não menos cuidadosa quanto ao preparo dos pratos e ao serviço, e com uma bela vista para a Marina do Frade.

Chez Dominique: fundado pelo casal Dominique e Edmond, no início dos anos 80, é uma tradição do Porto Frade e de Angra dos Reis. O cardápio ainda conta com a maioria dos pratos originais, da época da fundação, com os segredos de preparo mantidos pelos proprietários e chefs que sucederam o casal. A quem se hospede no condomínio, ou mesmo nos hotéis próximos, recomendamos fortemente que conheçam e experimentem.

Porto Frade Green

O Condomínio Porto Frade Green, ou somente Frade Green, embora distinto em personalidade jurídica, é vizinho ao Porto Frade e nasceu de empreendimentos, ao longo da continuação do campo de golfe, iniciados, também, pela Família Borges. Há 3 ligações entre o Porto Frade e o Frade Green, que fica do outro lado da Rodovia Rio-Santos. Os condôminos ou locatários do Porto Frade podem acessar o Frade Green por uma das portarias que ficam nas ligações entre os dois. No Frade Green você terá acesso a 6 km de pistas para corridas e caminhadas na Mata Atlântica, cachoeira, piscinas naturais e uma incrível variedade da flora e da fauna nativas da região. E se você gosta de jogar golfe, vai ter mais uma razão para adorar o Frade Green. Importante: o local é calmo, silencioso e a privacidade dos moradores precisa ser respeitada. Pede-se não fazer fotos em que apareçam, no todo ou em parte, as residências do condomínio. Há regras ambientais rígidas a serem observadas, já que boa parte do local é parte do Parque Nacional da Serra da Bocaina. Role o carrossel de fotos abaixo e veja um pouco do Frade Green. Fotos: Fernando Cravos.